segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FIV: Eu, o marido e a psicóloga

(30/08/2013) 

Já na consulta passada a psicóloga responsável pelo aconselhamento lá da clínica tinha dito que queria conversar/conhecer o meu marido.
Acho que elas se sentem um pouco culpadas vendo que 99% das mulheres colocam os esposos pra escanteio no assunto maternidade e querem tentar compensar dando atenção à eles, hahaha!
Hoje, nós 3 sentamos para conversar e eu achei muito interessante. Muito mesmo!
Eu ouvi da boca do Diego coisas que nunca saberia, pois nunca faria as perguntas que ela fez, muito menos DA FORMA que ela fez.
Aquela situação toda acontecendo ali, naquela salinha pequena, foi me deixando tão feliz, MAS TÃO FELIZ, que nem sei como não chorei de alegria.
Eu nunca tive dúvida nenhuma de que o Diego seria um bom pai, mas aquelas palavras me deram uma certeza tão gostosa que eu comecei a querer tudo pra ontem, hahaha!
E, algum momento, entre um assunto e outro, a psicóloga perguntou pra ele o que ele pensava sobre a possibilidade de termos gêmeos.
(Já é uma certeza que não tentaremos implantar 2 embriões por causa de todo o meu histórico e por comprometer todo o procedimento, mas sempre existe a possibilidade de que o embrião implantado se divida em 2, como acontece com as gestações gemelares naturais.)
O sorriso que o Diego abriu foi indescritível e logo em seguida ele começou a falar de como seria, as complicações de ter 'trabalho dobrado', os medos de não ter tempo pra tudo e o resto dos problemas que poderíamos ter e que todos os pais de gêmeos tem. Mas ele tinha um amor e uma doçura na voz, que até a psicóloga foi obrigada a se render e entrar na onda dele. Sorriu e gargalhou junto! (foi bonitinho)
Conversamos durante uns 50 minutos e ela pediu que ele preenchesse o mesmo questionário que eu respondi quando fui sozinha.
Logo em seguida nos despedimos e ela se colocou à disposição para qualquer questionamento ou aconselhamento que ela pudesse ajudar e disse que entrará em contato comigo pra que eu participe, caso queira, de um grupo de doadoras de óvulos para compartilhar experiências. Achei legal!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Primeira consulta com a psicóloga

(16/08/2013)
Hoje foi minha primeira consulta com a psicóloga da clínica ProSer.


(Eu já tinha avisado as secretárias e o Dr. Link que não precisavam perder tempo com consulta com a psicóloga pra ter certeza de que eu sou completamente maluca, mesmo... Mas não adiantou!)
Eu estava uma pilha de nervos porque a minha cadelinha, a Krika, de 13 anos, apareceu com um tumorzinho há umas duas semanas e isso tem me tirado o sono. Então eu marquei, depois de vários outros exames que ela já tinha feito, uma ecografia pra ter certeza de que não havia mais nada errado e que ela suportaria a anestesia da cirurgia pra retirada do nódulo. Acontece que eu marquei o exame pra 10h e a minha consulta com a psicóloga era às 9h (sim, LOUCA).
Como eu moro super longe, acordei cedinho, arrumei tudo que precisava levar, coloquei a Krikinha no carro e fomos.
Cheguei na clínica e tive que deixar ela no carro (com o vidro entreaberto e com uns petiscos bem generosos pra ela se distrair). Rezei pra consulta ser rápida, mas nem eu nem a mulher contribuímos pra isso: ela querendo saber tudo da minha vida e eu tentando raciocinar e falar com a maior naturalidade do mundo para que ela não me achasse louca, mesmo com a coitadinha da minha cachorra trancada dentro do carro, esperando para ir pra clínica também, só que dos bichinhos...

Entrei na sala da Sra. Lia Mara e logo após nos apresentarmos, ela já pediu para que eu preenchesse um questionário.
Nesse questionário tinham perguntas de todo tipo, tais como idade, escolaridade, doenças, medicamentos de uso contínuo...
Logo depois destas perguntas mais gerais, haviam 3 perguntas escritas à mão, pela própria psicóloga:

1) Como você se imagina sendo uma doadora de óvulos?

2) Como você se sentiria se a sua gestação não desse certo, sabendo que provavelmente a gestação da receptora aconteceu normalmente?

3) Qual o seu sentimento por não conseguir ter uma gestação tradicional?

(não lembro se os termos utilizados nas perguntas foram realmente estes, mas ideia geral é essa aí)

Notem que não são perguntas fáceis, então as respostas são igualmente complicadas. Mas existem!
Conversamos durante uma hora praticamente e foi muito proveitoso.
No final das contas, acho que saí de lá mais tranquila do quer quando cheguei, tendo a certeza de que isso era a coisa certa a se fazer nesse momento da minha vida. E DESTA VEZ VAI DAR TUDO CERTO!!!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ovodoação

Tudo começou ainda no mês de julho!
Como eu e o meu marido decidimos guardar segredo sobre todo o procedimento, resolvi ir escrevendo as postagens e guardando como rascunho para poder publicar posteriormente com fidelidade aos meus pensamentos, sentimentos e datas. Até mesmo como uma forma de diário para mim mesma...

Espero que vocês leiam, entendam, e sintam o tamanho da minha felicidade durante esses meses todos que passei em silêncio por aqui... 

:)

(25/07/2013)

Muito bem!
Como às vezes as coisas parecem não andar da forma como a gente gostaria, é preciso dar uma ajudinha...
Hoje, durante a consulta com o Dr. Carlos Link, conversamos à respeito da OVODOAÇÃO.

Ovodoação nada mais é que a doação de óvulos para outra mulher.
Muitas mulheres hoje em dia sofrem muito com o envelhecimento precoce dos ovários. É como se a menopausa chegasse com uns 10 anos de antecedência, acabando com os planos de uma vida toda de maternidade pós casamento e segurança financeira.

É um processo relativamente simples, mas que para algumas pessoas causa um pouco de confusão mental e traz muitas dúvidas: "Como vou ser mãe de um filho que não é meu geneticamente?", "Como vou seguir a minha vida sabendo que um filho meu está por aí sendo criado por uma outra família?".

Mas por que o médico tocou neste assunto?

Eu já estou numa fase muito desgastada e é muito difícil ficar esperando que as coisas aconteçam (ainda mais porque quando finalmente acontecem, não acabam bem, ao menos no meu caso). Então comentei com o Link que gostaria de me informar um pouco mais sobre fertilização e quais eram os procedimentos (eu já sabia, porque sou rata de internet nesses assuntos, mas queria ouvir cientificamente da boca do médico).
Quando ele me falou de valores eu fiquei um pouco assustada pois não conseguiria levantar a quantia necessária em pouco tempo como queria que acontecesse e o meu rosto deixou bem clara a minha decepção.
Foi neste momento que conversamos sobre a possibilidade de doar alguns dos meus óvulos, pois desta forma a receptora pagaria parte do meu tratamento (grande parte) em troca das minhas células.
Sei que vocês já estão imaginando que desse jeito eu não estaria fazendo uma "doação", e sim uma "venda". Confesso que eu também pensei assim em princípio, mas considerando que todo o processo de indução dos ovários seria para as duas e que é bastante dolorosa a retirada dos óvulos, não parecia de forma alguma que seria um "abuso".

O procedimento é o seguinte: eu uso uma série de estimulantes para que ao invés de um óvulo apenas, o meu corpo produza uma quantidade muito maior; após o início do tratamento são feitas ecografias seriadas para verificar se a produção está como o desejado e neste momento é decidida a permanência ou aumento da dosagem da medicação; dois dias antes da punção (que é a retirada dos óvulos) é usado um outro medicamento que faz com que eles amadureçam para posterior fecundação.
De todo este procedimento, cada uma de nós (eu e a receptora) fica com metade dos óvulos produzidos.

Fiquei muito empolgada com a consulta e disse pra ele que gostaria de tentar fazer a FIV desta forma.

Ele fez uma foto do meu rosto, perguntou minha escolaridade, ascendência, características dos meus pais e disse que iria tentar encontrar uma receptora com características parecidas com as minhas.
Enquanto isso, devo começar a tomar anticoncepcional para esperar que a receptora entre no mesmo período do ciclo menstrual que eu (somente desta forma os nossos úteros estariam "receptivos" ao embrião no mesmo período).

Agora é conversar com a psicóloga da clínica pra ela ver se eu  "seguro o tranco"...

E SEJA O QUE DEUS QUISER!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Grávida de novo e PRA VALER!

 
A segunda linha é sempre muito especial.

 É com muita alegria que comunico à todos vocês que estou finalmente ESPERANDO MEU BEBEZINHO!

Foram 4 tentativas sem sucesso durante três anos de muita espera e tristeza, mas isso já não tem mais nenhuma importância agora...

O sentimento que toma conta de mim é muito bom, só penso coisas boas, só imagino a minha vida com meu filho nos braços e sendo muito feliz!

Obviamente eu não estou numa fase tão inicial da gestação e já sei do meu positivo há algumas semanas, mas agora vou poder contar com calma e com todos os detalhes tudo o que passei nos últimos tempos.

Houveram muitos sentimentos e muitas angústias dessa vez também, mas acho que é inevitável que se pense no pior tendo sofrido tantas vezes.

Conto com o apoio e a energia positiva de vocês para que corra tudo bem e que muito em breve eu possa apresentar o meu primogênito aqui no blog...

Beijos férteis e positivos,

Lully's

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ácido Fólico

Toda mulher que pensa em engravidar e pesquisa um pouquinho no "Tio Google" já deve ter visto que a regra principal é USAR ÁCIDO FÓLICO.
Os médicos são categóricos também: é sempre bom começar a usar antes mesmo de começarem as tentativas.
Mas por que?

O ácido fólico é uma vitamina essencial para as células embrionárias em formação.
O que é isso?
Imagem retirada daqui.
Bem, digamos que a deficiência desta vitamina específica pode prejudicar a formação do tubo neural do bebê. Esta estrutura futuramente dará origem à medula espinhal e ao cérebro da criança.
Muitos alimentos são ricos em ácido fólico, como brócolis, laranja e repolho, mas como é de suma importância que tenhamos o suficiente durante a gestação, os médicos sempre receitam comprimidos que garantem que o corpo terá a quantidade necessária para a formação do embrião.

Ao final das 4 primeiras semanas de gravidez, o tubo neural já está completamente formado, mas a manutenção dos níveis de ácido fólico no organismo da mãe ainda deve permanecer por mais algumas semanas.

O ideal é que a ingestão da vitamina comece três meses antes do início da gravidez e seja mantida até o terceiro mês de gestação.

Beijos férteis, positivos e vitaminados,

Lully's

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

3 ANOS DE BLOG - Minha 100ª postagem

É com muito orgulho que após exatos 3 ANOS DE BLOG eu escrevo a minha CENTÉSIMA POSTAGEM!

Durante todo esse tempo eu escrevi, deixei de escrever, falei um monte de bobagens, parei de escrever totalmente, fiquei abalada, me estressei, me senti esperançosa e mil coisas mais...

Esse blog, que em princípio deveria ser mais como um diário pra desabafar, perguntar, responder, me comunicar com outras meninas grávidas, acabou virando uma válvula de escape pra todo 'terrorismo' que aconteceu com o meu corpo durante estes 1.096 dias (porque 2012 foi ano bissexto).

Assim como eu escrevi na descrição do blog, em setembro de 2010 eu fiz a minha primeira curetagem por causa de uma gestação anembrionada; em julho de 2011 eu tive um aborto retido e fiz uma nova curetagem por causa de um descolamento de placenta que acabou gerando um hematoma de três vezes o tamanho do saquinho gestacional; a gravidez ectópica em março de 2012 me obrigou a fazer uma videolaparoscopia pois já estávamos em um estágio avançado e os remédios sozinhos já não resolveriam o problema; e finalmente em março deste ano eu tive mais um aborto retido e outra vez fiz uma curetagem, depois de todo o sofrimento achando que eu estava com mola (doença trofoblástica gestacional).
Além dos abortos, fiz uma histeroscopia cirúrgica no mês passado para ver (e resolver) as sequelas depois de três curetagens.

Durante todo esse tempo, conheci muitas, MUITAS meninas com problemas parecidos com o meu e com histórias tão tristes quanto à minha. Talvez piores.
Acho que o tamanho da dor dos outros a gente não pode querer medir, mas certamente a minha vida ficou mais leve ao saber que não estou sozinha no mundo e que mais pessoas também passam pelo que eu passei.

Independente do que pensem de mim, eu tenho orgulho de dizer que tudo de ruim que eu já senti até agora só me fez aprender e querer ser uma pessoa melhor.
Quem não quer ser uma pessoa melhor?
Não tenho vergonha nenhuma de contar a minha história e sei que fazendo isso eu posso estar ajudando muitas outras mulheres a enfrentar uma situação tão difícil como esta de cabeça erguida e com vontade de tentar de novo para fazer dar certo!

O QUE EU QUERO DIZER COM ISSO TUDO É QUE AGRADEÇO À TODOS VOCÊS QUE COMENTAM AQUI NAS MINHAS POSTAGENS, AOS QUE APENAS ACOMPANHAM SEM SE MANIFESTAR, AOS QUE PASSAM PRA DAR UMA OLHADINHA DE TEMPOS EM TEMPOS... TODOS DE ALGUMA FORMA SÃO MUITO IMPORTANTES PRA MIM!

OBRIGADA À CADA UMA DAS 31.357 VISITAS AO LONGOS DESSES 3 ANOS!!!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Revisão da histero

Fui no Dr. João na quarta-feira passada, dia 28/08, para a revisão da histeroscopia.
Como sempre muito querido, me explicou que tinha retirado uma 'sinéquia' e me mostrou onde estava localizada em uma daquelas formas que os ginecologistas tem no consultório que reproduzem o útero internamente.
Ele disse que as sinéquias são "acidentes" causados pelas curetagens (já que passei por três) e que a que eu tinha era bem pequena e foi retirada por completo.

Me examinou e garantiu que ficou tudo perfeito.
Disse que ainda tinha um sangramentinho, de cor de borra de café, e ele falou que é totalmente normal. (li relatos de algumas meninas que ficaram até 20 dias com esse 'corrimento')
Disse que a próxima menstruação também pode ser um pouco diferente do habitual, mas que depois tudo já fica em ordem...
Nenhuma restrição quanto à relações ou treinos. Vida que segue!

Beijos férteis e positivos,

Lully's