terça-feira, 28 de maio de 2013

Primeiros passos...

Decidir que quer ter um filho é uma decisão muito importante à ser tomada. Tanto pela mulher, quanto pelo marido. Afinal de contas, nada disso é feito sozinho...
Muitas vezes a magnitude da decisão faz com que a mulher esqueça de muitas precauções e cuidados que devem ser tomados antes mesmo de começarem as tentativas.

O ácido fólico é a vitamina mais importante na vida de uma "tentante", pois o corpo produz uma quantidade menor do que a mínima necessária para o perfeito desenvolvimento do tubo neural do bebê.
Diariamente a mulher precisa complementar essa dose faltante com comprimidos da vitamina que são fornecidos gratuitamente nos postos de saúde ou podem ser comprados em qualquer farmácia, sem receita médica e por um preço bem razoável.
(Razoável pras mulheres que demoram um tempo razoável para engravidarem, né? Eu praticamente fali o meu marido só comprando ácido fólico... Desde 2010! hahaha)
O ideal é que ele seja iniciado pelo menos um mês antes de começarem os 'treinos'.
Ao escolher os comprimidos, dê preferência ao que são unicamente ácido fólico, pois os alguns complexos vitamínicos podem aumentar a dosagem de algumas outras substâncias que não são tão necessárias e podem ser até prejudiciais para o comecinho da gestação, como por exemplo a Vitamina A.

Outro fator que pode prejudicar um pouco no início da gravidez é a incapacidade de absorver ferro, causada pelo excesso de café que a mulher ingere.

Aquele simpático e inofensivo cafezinho de todo dia, pode ser na verdade um vilão com carinha de anjo nestes casos.
Além do café, a cafeína também pode ser encontrada em muitos chás, refrigerantes e no famoso chimarrão que a gauchada tanto ama.
Não estamos falando que é preciso extinguir isso da nossa vida, de maneira nenhuma. Mas tentar dar uma diminuída pode ajudar muito no processo de preparação para a maratona qe se inicia.

Obviamente que hábitos saudáveis também contam e muito na hora de 'preparar o terreno', então é bom não estar acima do peso, não beber álcool em excesso, diminuir a junk food e tentar se alimentar um pouco melhor e fazer exercícios regularmente.

Um outro ponto muito importante e que poucas pessoas comentam: "CUIDE DA SUA BOCA!"
Ir ao dentista e fazer uma revisão nos dentes e gengiva é um dos passos mais importantes para quem está tentando engravidar. Ainda mais para quem habitualmente tem gengivite, sensibilidade ou machuca a boca ao passar fio dental.
A boca é suscetível à milhares de doenças e pequenas infecções que podem prejudicar e muito a gestação.
Além disso, a mulher grávida não pode tomar a maioria dos remédios e muito menos receber anestesia pra qualquer tipo de tratamento que precise fazer no dentista.
Melhor prevenir do que remediar: Vá ao dentista!

Essas são algumas das precauções que a mulher precisa tomar antes mesmo de começar a tentar engravidar.

Boa sorte!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Órfã de médico

Então...
Como eu achei que poderia ficar muito texto pra pouco post, deixei de fora da última postagem um detalhe um pouco importante.

Depois da cirurgia, alguns dias de repouso e MUITAS novas perguntas para serem feitas é sempre hora de retornar ao médico para ver se está tudo bem.
Estava ansiosa por isso, já que iria viajar dentro de alguns dias para ficar quase um mês fora da cidade.
Após vááááárias ligações e tentativas de marcar a reconsulta, enfim consegui um horário (uns 20 dias depois da curetagem) e fui até à clínica.
Chegando lá, fiz meu 'check in' habitual via Unimed e peguei uma revista na sala de espera enquanto não era chamada.
Para minha surpresa, o médico veio na minha direção e sentou do meu lado. Perguntou como estavam os preparativos da viagem, quantos dias ficaríamos fora, para quais cidades eu iria e saiu logo em seguida. Meio esquisito, mas foi assim.
Uns 10 minutos depois, a secretária me chamou pra esperar por ele na sala de atendimento, já que ele estava em outra sala fazendo ecografia em outra paciente.
Aguardei uns minutos sozinha e ele já entrou e fechou a porta.
Olhei pra ele sorrindo e dizendo: "Demorou pra eu conseguir uma horinha, hein?"
Ele sorriu de volta e já começou a falar, antes que eu fizesse mais algum comentário...
Disse que estava feliz por eu estar bem e com os meus níveis de betaHCG baixando, já que estas informações eu passei por e-mail mesmo porque ele não "conseguia horário" pra mim.
Falou também que eu poderia viajar bem tranquila e que as férias seriam muito boas para o meu corpo e pra minha cabeça.
Disse que eu merecia um descanso e disse que no meu retorno me encaminharia para outra médica, da clínica mesmo, pois não tinha mais condições de me atender.

O QUE???
COMO ASSIM?????

Comecei a rir da cara dele e perguntar onde estava a câmera escondida da pegadinha do Mallandro, mas ele não deu muita bola e seguiu dizendo que tinha se "envolvido emocionalmente" comigo e com meu marido e que por isso poderia deixar de nos dar um atendimento impessoal, o que poderia nos prejudicar ainda mais.
Parei de rir e comecei a chorar.
Chorar desesperadamente.
Falei que não podia acreditar que ele estava fazendo isso comigo e me abandonando depois de tudo que contei, passei, sofri e tudo mais.

Perder um médico pra mim só iria acontecer se ele morresse ou se aposentasse. Nunca tinha ouvido falar disso na minha vida: ABANDONO MEDICAL!
Mesmo que eu fosse uma 'doente normal', já ia ficar louca de perder um médico. Mas não. Não sou 'normal', sou TOTALMENTE ANORMAL, poxa!
Quem acompanha o blog, o twitter e a página no Facebook sabe o quanto eu fiquei feliz e empolgada quando encontrei essa clínica e o quanto eu gostei do médico porque ele era jovem, humano, usava uma linguagem tranquila e não era seco como tantos outros que já conheci por aí... Foi um choque!

Chorei durante uns dois dias pensando em como seria agradável procurar outro médico, contar minha história, esperar ele (ou ela) escrever e descrever meus QUATRO abortos um por um para ver que eles não tem relação nenhuma um com o outro e depois me dizer que vamos tentar investigar para que não aconteça de novo e blá, blá, blá, sabe?
No terceiro dia eu já não estava mais triste: TAVA PUTA DA CARA!
No quarto e quinto dia já se aprofundaram mais as correrias no trabalho pra poder viajar e do sexto dia em diante liguei o botão FO**-SE...

Agora me digam: vocês já viram uma coisa dessas?

Beijos férteis e positivos,

Lully's

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A 4ª curetagem...

A cada grande problema que me aparece eu acho que posso resolver tirando férias e viajando. Então é isso que eu faço!
Fico me perguntando quantos ainda virão pela frente pra saber se o 'pé de meia' vai conseguir pagar...

Barcelona - Espanha
Minha última viagem foi MARAVILHOSA (toda viagem é boa na minha opinião) e muitos novos lugares me ajudaram a desligar um pouco desse tormento que tem sido a minha vida de médicos, exames e hospitais.
Muitos usam o "Tudo que é bom dura pouco" mas eu sou mais adepta do "Tudo que é bom dura o tempo suficiente pra tornar inesquecível" e é assim que eu sobrevivo!

Deixando o assunto viagem de lado (isso é papo pra outro blog!), vamos ao que interessa.

Muita (muita mesmo) coisa aconteceu desde o último post, mas relatarei brevemente pois JÁ É PASSADO.
Após esperar mais um pouco para termos certeza de que estava tudo errado de fato, meu médico resolveu marcar o hospital para realizar a curetagem.
Numa sexta-feira à noite, acompanhada dos meus fiéis amigos e companheiros Diego e Daniele (Luciano um pouco mais tarde resolveu se juntar à trupe) fui para o Hospital Moinhos de Vento, aqui em Porto Alegre, para o procedimento.
Meu médico (gineco-obstetra), acompanhado de um colega especialista em gestações ectópicas, me explicou tudo o que iria acontecer diante das possibilidades, pois naquele momento ainda não se tinha certeza de nada. Podiam encontrar pela frente 3 possibilidades: gestação tópica normal que parou de se desenvolver, gestação ectópica localizada da trompa direita (a única que me restou) ou ainda a tal doença trofoblástica gestacional (ou mola hidatiforme, como queiram).

A explicação do médico para todas estas dúvidas é que a dosagem do betaHCG no meu sangue estava muito anormal e não se encaixava com o que os exames de imagem e não davam certeza do diagnóstico.

Na pior das hipóteses, que seria a ectópica, eles fariam a videolaparoscopia com a mesma anestesia da curetagem e fariam a retirada da trompa, da mesma forma como aconteceu no ano passado. Mas só poderiam ter certeza disso durante a cirurgia, ou seja, eu só saberia se continuaria metade funcionando depois que acordasse da anestesia.

Graças à Deus correu tudo bem, era uma gestação tópica mesmo e só precisou ser feita a curetagem para solucionar tudo.
Lembro que saí tão chapada da sala de cirurgia que fazia toda força que era capaz para falar e ficar acordada, tentando descobrir o que tinha acontecido comigo. Meu cérebro funcionava perfeitamente mas meus músculos não acompanhavam o meu raciocínio. Inacreditável! Fiquei até assustada...

Depois de recuperada e algum tempo depois, fiz 3 ou 4 exames de sangue para ver se o hormônio já estava zerado novamente, mas o último que fiz, 2 dias antes de viajar, ainda deu 2,4mUI/L.
Como este resultado já era suficiente para descartar a mola com absoluta certeza, fui para minha trip feliz da vida, aproveitar para descansar a minha cabeça de todo esse terremoto louco.

Beijos férteis e positivos,

Lully's

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mais uma vez...

Então...
Nem sei como começar (ou terminar) mais essa história triste que me aconteceu e que até o momento só me serviu pra tentar me descobrir uma pessoa bem mais forte do que me imaginava...

Exatemente um ano após a minha última perda (que também me causou uma leve mutilação unilateral), me descobri grávida novamente no dia do aniversário de 30 anos do meu marido. Dia 20 de fevereiro.

As duas tão esperadas linhas.
 Fiquei muito feliz, pois acho que seria o melhor presente que poderia receber e que tento dar pra ele há mais de 3 anos.

Como sabemos que nem tudo na vida se passa como num conto de fadas, fomos com muita calma e, sempre com acompanhamento médico, fui fazendo todos os exames possíveis para tentar minimizar a chance de qualquer problema maior. Tudo em segredo, pois aprendemos bastante com as três perdas anteriores e temos várias amigas grávidas que sentiriam muito caso desse errado e por uma amiga MUITO especial que acabou de sofrer uma perda também!

Logo de início, notamos que o meu nível de hormônio (HCG - gonadotrofina coriônica) estava crescendo muito mais rapidamente do que o esperado. O que deveria dobrar, em numeral, a cada 48 horas, estava duplicando a cada 28 horas, em média. Isso, em princípio, não seria um problema pois o que causa preocupação são os níveis de hormônio que sobem mais lentamente e não rapidamente.

Outro medo que tínhamos (eu, meu marido e meu médico) é que eu pudesse ter outra gestação ectópica, uma vez que as chances de uma mulher que já teve uma gravidez na trompa ter uma segunda vez são consideravelmente maiores.
Houve um momento de preocupação quanto à isso, mas que logo foi descartado quando constatamos que era apenas o meu corpo lúteo (fonte de nutrição para o embrião que se localiza no ovário de onde se originou o óvulo maduro) muito bem desenvolvido.

Após isso, fazendo praticamente 2 ecografias por semana, o médico já não estava achando tudo muito normal, mas não queria me desesperar. Não sei se sinto isso corretamente, pois nunca 'deu certo' pra mim, mas dizem que a gente sente quando algo está errado. E eu estava sentindo que estava errado!

Depois de eu quase implorar, ele enfim me detalhou tudo o que estava imaginando que poderia estar acontecendo.
Uma das possibilidades era que eu estivesse com MOLA (ou doença trofoblástica gestacional), que na melhor das hipóteses me obrigaria a realizar exames constantes de sangue e me impediria de tentar engravidar por, no mínimo, 1 ano. Não vou nem comentar o que aconteceria na pior hipótese, pois é horrível!

Ainda não temos 100% de certeza de que isso não está acontecendo, mas em princípio, meu bebê (obviamente não era ainda um bebê, é somente um modo de dizer) apenas parou de se desenvolver e estou em processo de abortamento.

É óbvio que nessas horas a gente se pergunta "Por que, meu Deus?", "Por que de novo?", "Por que comigo?", é inevitável. Mas depois da QUARTA VEZ, a gente só reza pra que tudo termine da melhor forma.

É muito ruim tudo o que já aconteceu comigo. É horrível. Acontece que depois de tanto sofrer, tanto me perguntar, tanto questionar a razão das coisas, eu sempre sei que tudo poderia ser pior. Sempre pode ser pior.

Agradeço à Deus por estar viva e com saúde para um dia tentar tudo de novo!

Beijos

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

TB: a Temperatura Basal

Oi, meninas!
Andei pensando bastante e acho que vai ser bom retomar o bloguinho...
É mais uma forma de tentar baixar a ansiedade e me distrair com os comentários e perguntas que vocês me fazem.
Baixar a cabeça e ficar desanimada não é muito meu tipo, apesar de muitas vezes ser inevitável...

Já há alguns ciclos eu venho fazendo acompanhamento da minha temperatura basal (TB) para tentar registrar a ovulação.
Obviamente eu sei que existem testes de ovulação que me permitem descobrir isso com muito mais rapidez e facilidade, mas ainda não ganhei na mega sena, então não posso comprar toda hora!

Acontece que o lindo horário brasileiro de verão chegou no último sábado e deixou a mulherada sem saber o que fazer, hahaha!
Todo o problema acontece porque para verificar a temperatura basal precisamos atentar para os seguintes pontos:

1 - você deve medir a temperatura logo ao acordar, antes mesmo de se virar na cama;
2 - use SEMPRE o mesmo termômetro;
2 - deve ser feito do primeiro dia de um ciclo até o último dia do ciclo, SEMPRE NO MESMO HORÁRIO;
2 - a temperatura basal real só pode ser verificada se você tiver ao menos 5 horas de sono tranquilo;
3 - bebidas alcoólicas e resfriados também podem alterar sua TB.

Já deu pra perceber o problema, né?
Aquele 'sempre no mesmo horário' sofre uma alteração de 1 hora com o horário de verão, e sim, 1 hora pode fazer uma boa diferença!
Acontece que nosso organismo é muito inteligente e se adapta muito rapidamente à este tipo de mudança, então haveria uma pequena alteração somente na temperatura do dia seguinte, o domingo.
Após isso, para não ficar com temperatura incerta durante o resto do ciclo, basta continuar fazendo da mesma forma, já com a alteração do relógio.

A grande vantagem de fazer o controle da ovulação pelo método da temperatura basal é que podemos ver direitinho as alterações do nosso corpo.
Com a subida de cerca de 0,5ºC na data da ovulação (ou muito próximo dela), podemos verificar qual é o nosso possível período fértil e ter mais controle dos melhores dias para treinar.
Incluisve podemos identificar a chegada da monstra com a baixa da temperatura perto do início do novo ciclo, o que nos faz também economizar com testes de gravidez e ter menos ansiedade...

Alguns sites ajudam a controlar nossa TB. Eu utilizo o Maman&Co e o Fertility Friend (carinhosamente chamado de FF)!


Já faço isso há 4 ciclos e estou bem contente com o resultado!
Se quiserem, posso escrever mais sobre o assunto...

Beijos férteis e positivos,

Lully's

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fator V de Leiden

Olá!
Finalmente, depois de três abortos, consegui consultar um médico que me desse alguma atenção e que concordasse que havia algo de errado comigo!
O Dr. Link, geneticista da PROGEST, aqui em Porto Alegre, foi indicado por uma grande amiga que precisou fazer uma FIV (fertilização in vitro) e achou ele muito atencioso e experiente na área das problemáticas como nós.
Chegando lá, contei TODA a minha LONGA história e ele me mandou fazer os seguintes exames:

HEMOGRAMA
ANTICORPOS ANTI CARDIOLIPINA - IGG
ANTICORPOS ANTI CARDIOLIPINA - IGM
BETA 2 GLICOPROTEINA - IGG
BETA 2 GLICOPROTEINA - IGM
FATOR V DE LEIDEN
EST MOLEC MUTACAO PROTROMBINA - G202
ANTITROMBINA III
PROTEINA C FUNCIONAL - COAGULACAO
PROTEINA S - COAGULACAO
HEMOCISTEINA
EST MOLECULAR MTHFR MUTACAO 677
ANTI COAGULANTE LUPICO
ANTI TIREO PEROXIDASE - TPO - QML
GLICOSE
TSH
T4 LIVRE
LISTERIA - AGL
CHLAMIDIA TRACHOMATIS IGG - IFI

Ao todo foram 11 tubos de sangue.
(passei mal...)
Bom, os resultados foram quase perfeitos, mas graças à Deus, apareceu uma coisa diferente!
Veja bem, não é graças à Deus eu tenho um problema que pode atrapalhar o maior sonho da minha vida. NÃO!
Passava o tempo todo imaginando: "E se não aparecer nada de anormal? O QUE EU VOU FAZER???"
Fiquei feliz, até certo ponto, por ter um tipo de mutação, pois ao menos eu sei qual é o problema e posso tratar!
Sou portadora de uma mutação genética de nome Fator V de Leiden.
Não conheço muito dela ainda, mas sei que Leiden é o nome de uma cidade na Holanda onde a mutação foi descoberta pelo Professor R. Bertina em 1994, portanto é relativamente jovem. (a doença, não o professor, claro!)
Sei também que esta mutação atua na cascata de coagulação sanguínea, fazendo com que o sangue coagule mais depressa do que deveria, o que pode ter causado todos os meus problemas até agora.
Fiquei tão assustada durante a consulta quando ele falou isso tudo que muitas coisas que eu deveria ter perguntado, acabei esquecendo. Mas voltarei com mais calma e, provavelmente, com tudo anotado para questionar...
Como já recebi alta para os treinos e não estou mais tomando AC (anticoncepcional), ele mandou tomar o ácido fólico diário e AAS infantil até que eu engravide novamente.
Assim que me descobrir grávida, mandou que eu volte lá para ser examinada e provavelmente para me receitar injeções de heparina, junto com acompanhamento frequente de exames e mais exames.
Falei pra ele que não me importo de virar um queijo suíço e recebo quantas agulhadas forem necessárias para corrermos o menor risco possível desta vez.
Já estou na cara dos 30tão, bem casada e muito amada! Não tenho mais tempo a perder...

Beijos férteis e positivos,

Lully's

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Monotrompismo

É impressionante a quantidade de meninas, moças, mulheres e senhoras que sofrem do mesmo mal que eu e que não perdem as esperanças nem por um instante. Vão em busca do objetivo até alcançar.
Chego a ter vergonha de mim mesma pelos dias, noites, tardes, horas que perdi chorando e me lamentando por uma coisa que não vai mudar.
Sei que é difícil, sei que tenho que enfrentar. Tenho um problema e preciso aprender a lidar com ele (ponto).
Não é raro uma mulher ter problemas para engravidar e a incidência de uma gestação tubária é de cerca de 1%. Número muito alto que vem crescendo com o passar dos anos.
Não sendo o bastante, esse índice dobra depois da primeira aparição, ou seja, como eu já tive uma gravidez na trompa (trompa essa que acabei perdendo), eu tenho 2% de chances de que isso volte a acontecer. NÃO É MOLE, NÃO!!!

Pois bem!
Entrando no ritmo de retomar os treinos (mas não ainda), começei a vasculhar nessa web da vida o que a mulherada anda comentando sobre "monotrompismo".
Obviamente não é um assunto nada engraçado de se lidar, mas se não conseguimos rir da nossa própria desgraça, é sinal de que ainda temos muito o que aprender antes de tocar a vida em frente. Ao menos eu penso assim.
Encontrei depoimentos impressionantes de mulheres que travam, literalmente, uma batalha nessa guerra de hormônios que é a tentativa desenfreada de ser mãe. Valorizei bastante mesmo a frase porque é exatamente assim que eu sinto e que eu leio nas palavras dessa mulherada...
Li histórias de mulheres que perderam muito mais gestações que eu, mulheres que tem as duas trompas obstruídas, muitas e MUITAS síndromes de ovários policísticos (SOP) e que, hoje, tem seus anjinhos nos braços e escrevem nos blogs somente para confortar quem ainda não alcançou seu objetivo, mas que precisa de força pra continuar na luta.
Foi num desses blogs que eu encontrei um depoimento que me chamou a atenção e me motivou a escrever este post: uma mulher engravidou com um óvulo liberado pelo ovário que não tinha mais a trompa!
ISSO NÃO É INCRÍVEL???
A explicação que a médica deu para esse quase-milagre é que o organismo é tão, mas tão inteligente, que identificou que o ovário saudável estava sobrecarregado e "buscou" o óvulo do outro lado do corpo!

***Pausa para digestão da ideia!***

Eu não tenho a menor intenção que isso aconteça comigo, nem sei se é realmente possível e aconteceu dessa forma, mas alguma interação diferente entre as estruturas ocorreu, caso contrário, como se explicaria?
Assim como os índices de problemas aumentam, os índices de adaptação do corpo humano aumentam também.
Isso nada mais é do que instinto de sobrevivência! Afinal, nascemos, crescemos, nos desenvolvemos e existimos apenas com um propósito nessa vida: PROCRIAÇÃO!

...e é nisso que eu busco forças todos os dias e continuo tentando seguir em frente. Sempre em busca de algo melhor!

 Beijos férteis e positivos,

Lully's