segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

1ª Eco da FIV - Sexta-feira 13

(13/09/2013)

Hoje cedinho fui ao médico para pegar os medicamentos da minha FIV e receber as orientações de como utilizá-los.
Eu e o marido chegamos às 8h na clínica e o Dr. Link nos chamou em poucos minutos.

Na mesa do médico já estava uma caixa grande de isopor. Dentro dela já estava a medicação e uma caixinha térmica (dessas que a gente coloca no congelador e depois usa pra manter a temperatura). Ao lado do computador ele tinha um estojinho que, depois de nos mostrar, vimos que continha a "caneta" pra aplicação das injeções.
Mais uma vez (porque ele já tinha mostrado em consultas anteriores) ele ensinou calmamente o que deveríamos fazer pra aplicar o indutor e DESTA VEZ FEZ DE VERDADE!
Ele pegou a caneta, colocou a agulha na ponta, inseriu o vidrinho do Puregon, regulou em 200 e disse: "Vem aqui que eu vou te mostrar na prática como tem que ser feito." AAAAAIIIIIIII, QUE MEDOOOOOO!!!!!!!!!!

Mas gente, a agulha e tão fina, tão fina, tããão fina que não se sente absolutamente nenhuma dor! JURO!
Deve ser tipo agulha de insulina pra que possam ser aplicadas várias em um curto espaço de tempo.
Como o "mecanismo" pra montar a caneta e recalibrar o remédio é meio chatinho, resolvi colar o vídeo do fabricante aqui pra vocês entenderem melhor:


Ao contrário da heparina (que eu usei muito no hospital), o líquido entra facinho e não arde nada, nada! Super tranquilo.
(O único probleminha é que depois fica um anel roxinho na volta do buraquinho da agulha, então acho que vou parecer um queijinho mofado no final do tratamento, cheia de buracos e hematomas, HAHAHAHAHAHAHAHAHA)

Como comentei que andava meio "amoladinha" com cólicas e dor nos seios, o Dr. Link resolveu pedir pra Noeli fazer outra eco e ver como estava a situação, pois a monstra ainda não veio.
Meu endométrio está com cerca de 4mm de espessura e por isso a menstruação pode até nem vir ou vir muito mega pouquinho (histeroscopia, anticoncepcional,...), mas ele disse ser normal.
No ovário direito tinham apenas 4 folículos desta vez. No esquerdo, 6.
Nem perto dos 18 que eu tinha no outro ciclo, mas ele GARANTIU que é número mais que suficiente pra, depois da indução, ter um resultado bom...

E é isso!

Mandou eu retornar dia 19 para fazer outra ecografia e ver o tamanho e o número de folículos que vou ter...

Beijos férteis, positivos E COM MUITA FÉ,

Lully's

Os números mágicos: 9, 13, 14.

(30/08/13)

No finalzinho da tarde de hoje, poucas horas depois de ter ficado SUPER EMPOLGADA com a conversa com o Dr. Link onde ele disse que já tinha uma receptora para os meus óvulos, recebo a tão sonhada ligação!

Quando o telefone tocou eu senti que era importante! Juro!
Pensei que podia mesmo ser da clínica...
Era o Link!
Disse que tinha ótimas notícias e que a tão sonhada DATA que eu tinha perguntado agora já existia!
Minhas pernas tremeram...

Eis o cronograma até o momento:

*dia 09/09 - parar com o AC (anticoncepcional)
*dia 13/09 - ir até à clínica para conversar com o Dr. Link e pegar as medicações
*dia 14/09 - começar o uso dos medicamentos

A partir daí eu já não sei mais o que vai acontecer, mas acredito que parando com o AC dia 09, a M deve vir dia 12 ou 13. Acho que o início dos medicamentos se dá no 3ºDC ou algo perto disso...

Agora é segurar o coração e tentar não ficar nervosa, nem ansiosa!
Já estou preparando as minhas despedidas das taças de vinho noturnas e do peixe cru que tanto, tanto amo... MAS FELIZ!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Dr. Link e o laudo da histero

(30/08/2013)

Logo que saí da sala da psicóloga com o Diego, pedi para falar 5 minutinhos com o Dr. Link para mostrar pra ele o laudo da histeroscopia que o Dr. João fez.
Logo em seguida ele apareceu na recepção e disse: "Quer falar comigo? Vem rapidinho então porque eu já tenho outro compromisso... Tem que ser rápido mesmo!".

BA LE LA!

Nem que ele já estivesse atrasado pra um compromisso no litoral do estado ele falaria comigo "rapidinho" em pé no corredor...
Eu e o marido fomos até à sala dele e sentamos.
Antes mesmo de fechar a porta ele disse: "Já estou com uma receptora pros teus óvulos, hein? Daqui a pouco a gente já começa com a indução!" e aquilo foi música para os meus ouvidos.
Ele sentou e entreguei o laudo da histeroscopia pra ele já avisando que o médico tinha feito a retirada de uma sinéquia e que tinha deixado tudo "em ordem", mas que queria que ele me dissesse se estava tudo realmente certo.
Perguntei também se não haveria qualquer contra indicação de fazermos a implantação agora, logo após o exame (pois ainda tenho uma borrinha pequena saindo) e ele disse que não.
Mandou que eu continuasse com o anticoncepcional e que, caso a cartela terminasse antes de ele me ligar, era pra emendar outra.

Não me aguentei e tive que perguntar se tinha alguma previsão de quando tudo aconteceria. Ele respondeu:

"ESPERO QUE NA PRIMEIRA QUINZENA DE SETEMBRO JÁ ESTEJAMOS COM O TRATAMENTO INICIADO. ESTOU SÓ AGUARDANDO NOTÍCIAS DO CICLO DA RECEPTORA DO TEU ÓVULO."

(quase chorei)

Beijos férteis e positivos,

Lully's

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FIV: Eu, o marido e a psicóloga

(30/08/2013) 

Já na consulta passada a psicóloga responsável pelo aconselhamento lá da clínica tinha dito que queria conversar/conhecer o meu marido.
Acho que elas se sentem um pouco culpadas vendo que 99% das mulheres colocam os esposos pra escanteio no assunto maternidade e querem tentar compensar dando atenção à eles, hahaha!
Hoje, nós 3 sentamos para conversar e eu achei muito interessante. Muito mesmo!
Eu ouvi da boca do Diego coisas que nunca saberia, pois nunca faria as perguntas que ela fez, muito menos DA FORMA que ela fez.
Aquela situação toda acontecendo ali, naquela salinha pequena, foi me deixando tão feliz, MAS TÃO FELIZ, que nem sei como não chorei de alegria.
Eu nunca tive dúvida nenhuma de que o Diego seria um bom pai, mas aquelas palavras me deram uma certeza tão gostosa que eu comecei a querer tudo pra ontem, hahaha!
E, algum momento, entre um assunto e outro, a psicóloga perguntou pra ele o que ele pensava sobre a possibilidade de termos gêmeos.
(Já é uma certeza que não tentaremos implantar 2 embriões por causa de todo o meu histórico e por comprometer todo o procedimento, mas sempre existe a possibilidade de que o embrião implantado se divida em 2, como acontece com as gestações gemelares naturais.)
O sorriso que o Diego abriu foi indescritível e logo em seguida ele começou a falar de como seria, as complicações de ter 'trabalho dobrado', os medos de não ter tempo pra tudo e o resto dos problemas que poderíamos ter e que todos os pais de gêmeos tem. Mas ele tinha um amor e uma doçura na voz, que até a psicóloga foi obrigada a se render e entrar na onda dele. Sorriu e gargalhou junto! (foi bonitinho)
Conversamos durante uns 50 minutos e ela pediu que ele preenchesse o mesmo questionário que eu respondi quando fui sozinha.
Logo em seguida nos despedimos e ela se colocou à disposição para qualquer questionamento ou aconselhamento que ela pudesse ajudar e disse que entrará em contato comigo pra que eu participe, caso queira, de um grupo de doadoras de óvulos para compartilhar experiências. Achei legal!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Primeira consulta com a psicóloga

(16/08/2013)
Hoje foi minha primeira consulta com a psicóloga da clínica ProSer.


(Eu já tinha avisado as secretárias e o Dr. Link que não precisavam perder tempo com consulta com a psicóloga pra ter certeza de que eu sou completamente maluca, mesmo... Mas não adiantou!)
Eu estava uma pilha de nervos porque a minha cadelinha, a Krika, de 13 anos, apareceu com um tumorzinho há umas duas semanas e isso tem me tirado o sono. Então eu marquei, depois de vários outros exames que ela já tinha feito, uma ecografia pra ter certeza de que não havia mais nada errado e que ela suportaria a anestesia da cirurgia pra retirada do nódulo. Acontece que eu marquei o exame pra 10h e a minha consulta com a psicóloga era às 9h (sim, LOUCA).
Como eu moro super longe, acordei cedinho, arrumei tudo que precisava levar, coloquei a Krikinha no carro e fomos.
Cheguei na clínica e tive que deixar ela no carro (com o vidro entreaberto e com uns petiscos bem generosos pra ela se distrair). Rezei pra consulta ser rápida, mas nem eu nem a mulher contribuímos pra isso: ela querendo saber tudo da minha vida e eu tentando raciocinar e falar com a maior naturalidade do mundo para que ela não me achasse louca, mesmo com a coitadinha da minha cachorra trancada dentro do carro, esperando para ir pra clínica também, só que dos bichinhos...

Entrei na sala da Sra. Lia Mara e logo após nos apresentarmos, ela já pediu para que eu preenchesse um questionário.
Nesse questionário tinham perguntas de todo tipo, tais como idade, escolaridade, doenças, medicamentos de uso contínuo...
Logo depois destas perguntas mais gerais, haviam 3 perguntas escritas à mão, pela própria psicóloga:

1) Como você se imagina sendo uma doadora de óvulos?

2) Como você se sentiria se a sua gestação não desse certo, sabendo que provavelmente a gestação da receptora aconteceu normalmente?

3) Qual o seu sentimento por não conseguir ter uma gestação tradicional?

(não lembro se os termos utilizados nas perguntas foram realmente estes, mas ideia geral é essa aí)

Notem que não são perguntas fáceis, então as respostas são igualmente complicadas. Mas existem!
Conversamos durante uma hora praticamente e foi muito proveitoso.
No final das contas, acho que saí de lá mais tranquila do quer quando cheguei, tendo a certeza de que isso era a coisa certa a se fazer nesse momento da minha vida. E DESTA VEZ VAI DAR TUDO CERTO!!!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ovodoação

Tudo começou ainda no mês de julho!
Como eu e o meu marido decidimos guardar segredo sobre todo o procedimento, resolvi ir escrevendo as postagens e guardando como rascunho para poder publicar posteriormente com fidelidade aos meus pensamentos, sentimentos e datas. Até mesmo como uma forma de diário para mim mesma...

Espero que vocês leiam, entendam, e sintam o tamanho da minha felicidade durante esses meses todos que passei em silêncio por aqui... 

:)

(25/07/2013)

Muito bem!
Como às vezes as coisas parecem não andar da forma como a gente gostaria, é preciso dar uma ajudinha...
Hoje, durante a consulta com o Dr. Carlos Link, conversamos à respeito da OVODOAÇÃO.

Ovodoação nada mais é que a doação de óvulos para outra mulher.
Muitas mulheres hoje em dia sofrem muito com o envelhecimento precoce dos ovários. É como se a menopausa chegasse com uns 10 anos de antecedência, acabando com os planos de uma vida toda de maternidade pós casamento e segurança financeira.

É um processo relativamente simples, mas que para algumas pessoas causa um pouco de confusão mental e traz muitas dúvidas: "Como vou ser mãe de um filho que não é meu geneticamente?", "Como vou seguir a minha vida sabendo que um filho meu está por aí sendo criado por uma outra família?".

Mas por que o médico tocou neste assunto?

Eu já estou numa fase muito desgastada e é muito difícil ficar esperando que as coisas aconteçam (ainda mais porque quando finalmente acontecem, não acabam bem, ao menos no meu caso). Então comentei com o Link que gostaria de me informar um pouco mais sobre fertilização e quais eram os procedimentos (eu já sabia, porque sou rata de internet nesses assuntos, mas queria ouvir cientificamente da boca do médico).
Quando ele me falou de valores eu fiquei um pouco assustada pois não conseguiria levantar a quantia necessária em pouco tempo como queria que acontecesse e o meu rosto deixou bem clara a minha decepção.
Foi neste momento que conversamos sobre a possibilidade de doar alguns dos meus óvulos, pois desta forma a receptora pagaria parte do meu tratamento (grande parte) em troca das minhas células.
Sei que vocês já estão imaginando que desse jeito eu não estaria fazendo uma "doação", e sim uma "venda". Confesso que eu também pensei assim em princípio, mas considerando que todo o processo de indução dos ovários seria para as duas e que é bastante dolorosa a retirada dos óvulos, não parecia de forma alguma que seria um "abuso".

O procedimento é o seguinte: eu uso uma série de estimulantes para que ao invés de um óvulo apenas, o meu corpo produza uma quantidade muito maior; após o início do tratamento são feitas ecografias seriadas para verificar se a produção está como o desejado e neste momento é decidida a permanência ou aumento da dosagem da medicação; dois dias antes da punção (que é a retirada dos óvulos) é usado um outro medicamento que faz com que eles amadureçam para posterior fecundação.
De todo este procedimento, cada uma de nós (eu e a receptora) fica com metade dos óvulos produzidos.

Fiquei muito empolgada com a consulta e disse pra ele que gostaria de tentar fazer a FIV desta forma.

Ele fez uma foto do meu rosto, perguntou minha escolaridade, ascendência, características dos meus pais e disse que iria tentar encontrar uma receptora com características parecidas com as minhas.
Enquanto isso, devo começar a tomar anticoncepcional para esperar que a receptora entre no mesmo período do ciclo menstrual que eu (somente desta forma os nossos úteros estariam "receptivos" ao embrião no mesmo período).

Agora é conversar com a psicóloga da clínica pra ela ver se eu  "seguro o tranco"...

E SEJA O QUE DEUS QUISER!

Beijos férteis e positivos,

Lully's

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Grávida de novo e PRA VALER!

 
A segunda linha é sempre muito especial.

 É com muita alegria que comunico à todos vocês que estou finalmente ESPERANDO MEU BEBEZINHO!

Foram 4 tentativas sem sucesso durante três anos de muita espera e tristeza, mas isso já não tem mais nenhuma importância agora...

O sentimento que toma conta de mim é muito bom, só penso coisas boas, só imagino a minha vida com meu filho nos braços e sendo muito feliz!

Obviamente eu não estou numa fase tão inicial da gestação e já sei do meu positivo há algumas semanas, mas agora vou poder contar com calma e com todos os detalhes tudo o que passei nos últimos tempos.

Houveram muitos sentimentos e muitas angústias dessa vez também, mas acho que é inevitável que se pense no pior tendo sofrido tantas vezes.

Conto com o apoio e a energia positiva de vocês para que corra tudo bem e que muito em breve eu possa apresentar o meu primogênito aqui no blog...

Beijos férteis e positivos,

Lully's